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Agile Day Porto Alegre 2012 – Terceira Edição

November 8, 2012 Leave a comment

Seguem alguns links do evento realizado hoje na faculdade UniRitter em Porto Alegre, bem como o link dos slides da minha palestra “Continuous Practices – Hábitos que vieram para ficar” 🙂

Evento: http://www.sucesurs.org.br/eventos/agileday2012
Programação: http://www.sucesurs.org.br/eventos/agileday2012/programacao
Agile Brazil 2012: http://www.agilebrazil.com/2012

 

Participação no evento Biz Model Day em Porto Alegre

Na última quarta-feira 21/03, tivemos em Porto Alegre o evento Biz Model Day que ocorreu no prédio 99A na PUCRS. Este evento foi organizado pela empresa Aceleradora que entre muitos de seus serviços, auxilia startups a gerarem seus modelos de negócio ou então à inovar, repensando seus modelo de negócio existentes. O palestrante foi o hilário @yurigitahy.

O evento teve a duração de quase 3 horas, onde realizo abaixo um resumo dos principais tópicos abordados:

Business Model Generation: Apresentações e divulgações de parceiros realizadas, o palestrante @yurigitahy inicou por divulgar sua precoce tragetória no mundo do empreendedorismo, iniciado aos 14 anos de idade e de grandes idéias nem sempre rentáveis. Yuri também explicou como decidiu deixar de vender treinamentos de internet distribuidos em disquetes (negócio inovador e muito rentável para 2004/2005 segundo ele) para depois abrir a Aceleradora, empresa na qual fundou em 2008.

Aproveitando do momento “empreendedor”, @yurigitahycompratilhou poderosas dicas de como criar modelos de negócios, tendo sempre em mente dois fatores: ESCALABILIDADE e REPETITIVIDADE. Em outras palavras estes dois fatores devem ser premissas ao pensar em um modelo de negócio ou a repensar um existente. Um outro tópico muito explorado foi a importância da MARGEM de lucro. Desta vez a platéia recebeu um tissunami de ilustrações e exemplos de modelos de negócios não escaláveis e tão pouco repetíveis, que acabam em obtenção de margens baixíssimas ou então em inevitáveis prejuízos futuros. Um dos bons exemplos citados de um modelo de negócio não escalável, porém repetível, foi o show da Ivete Sangalo :-).Imaginem só, 10 shows da Ivete em uma mesma noite?

Entre as perguntas mais frequentes a cada novo modelo de negócio ilustrado, estava a pergunta:

“Tá mas e negócios que não sejam on-line, escalam?” …

Bons exemplos foram desarmados pela larga experiência do palestrante da noite. Já introduzindo o segundo momento da palestra, @yurigitahy passou pelas nove áreas da ferramenta de gerenciamento estratégico Business Model Canvas. Ferramenta esta amplamente difundida pelos autores @AlexOsterwalder em Business Model Generation  e @ericries em Lean Startup entre outros.

Novamente no meio da discussão, surgiram comentários sobre o modelo de negócio do Macdonalds, onde todos conseguiram a enxergar(de forma irônica) que o o modelo adotado mais parece com o de uma imobiliária. O que não faltam são alugueis de estabelecimentos pelo mundo à fora 🙂 #franquias

Dando a cara à tapa: Este talvez o mais desafiante, pelo menos para as duas empresas que aceitaram expor seus modelo de negócio montado baseado nas nove áreas do Business Model Canvas. O mais interessante foi que a confecção do canvas foi gerado antes da palestra pelas “empresas” e assim que seus representantes foram explicar seus modelos de negócio, ambos mencionavam em mudanças a serem realizadas com os ensinamentos aprendidos com a palestra até então.

Sobre os modelos de negócios apresentados, o primeiro representando a empresa Check Plaint. Reconhecidamente o modelo precisa ainda aprimorar algumas áreas do canvas, duas em especiais: “Value Propositions” e “Customer Relationship”. Esta empresa já presente no mercado há alguns buscam inovação e estão repensando o modelo de negócio atual.

O segundo case da ferramenta Tweet Paga, mostrou um modelo de negócio já mais amadurecido, certamente por já ter recebido mentoring da própria Aceleradora, conforme comentou @yurigitahy. Resumindo a idéia, um formato de startup convencional onde uma ferramenta/produto impulsiona a criação de uma empresa que de lambuja já possui uma ferramenta com experimentação aprovada.

Networking: O evento foi finalizado com trinta minutos de algo fundamental para empreendedores e investidores … Networking 🙂

Agradecimento ao colega, amigo @dwildt que acabou não podendo comparecer ao evento e me cedeu a vaga :-). Thanks man!

Categories: Lean, startup

5s … onde tudo começou!

Pois bem então vamos inaugurar o Continuous Learning falando de tecnologia certo? NOPS! Que tal inaugurar falando de algo básico porém essencial? Disciplina e organização. E ainda que tal uma experiência de estágio para dar liga ao enredo? Então confira.

Muitas pessoas não gostam de estágios, seja devido a baixa remuneração geralmente oferecida ou por acabar trabalhando tanto quanto um funcionário, vulgo “escraviário”. Dando ouvidos a preconceitos como estes é que as das pessoas deixam de aproveitar grandes oportunidades, perdendo com isso grandes aprendizados e experiências.

Pois foi em 2005, exatamente em um estágio por uma grande empresa multinacional do ramo metal mecânico, foi que tive uma das melhores experiências profissionais. E é claro que só me dou por conta conta destes fatos, hoje!

Foram quase dois anos trabalhando no setor de TI desta empresa, que possui como principal característica grandes práticas e valores do Sistem Toyota de Produção/Lean Manufacturing(produção enxuta). Meu primeiro contato diretamente com esta “filosofia” foi através da metodologia 5s {no próximo post falaremos mais técnicamente sobre 5’s}. Foram lições profissionais e pessoais.

Como funcionava? Em um dia especifico da semana ocorria o que chamávamos de sessões para avaliar os setores. Cada vistoria aos setores tinha como objetivo implícito renovar os ânimos e as idéias dos funcionários em relação à organização do ambiente de trabalho. Porém, popularmente era dia de organizar tudo que o “chato da semana do 5s” estava passando. Isso ocorria tanto para o chão de fábrica, quanto nos escritórios administrativos e salas de engenharias. Integração total entre os setores da fábrica.

Fato: Observe que tanto para você que está lendo quanto para mim que estava chegando na empresa, isso tudo parecia mais uma sessão de inspeção. Porém na verdade era uma renovação do comprometimento de todos. Os responsáveis por visitarem os setores eram os próprios funcionários. Cada vistoriador, sempre de um setor distinto da fábrica, acabava buscando compartilhando e adquirindo novas formas de manter seus ambientes limpos e organizados, visando algo que me parecia mais assunto de robótica, auto-gerenciamento!

Eis a questão: E com certeza você pensou: “Dúvido que funcionasse!”. E é óbvio que funcionava como em quase todas as empresas, onde existiam pessoas que não entendiam os reais motivos de fazer “aquilo” semanalmente. Perda de tempo era o que poucos diziam. Mas o interessante é que você nem precisava perguntar a opinião de um colega sobre a adoção da técnica de 5’s, bastava olhar a organização de sua mesa durante todos os outros dias da semana em que as visitas não ocorriam 🙂

#FicaADica: Valores e princípios são construídos e se ilude quem pensa que pode inspecioná-los. Na verdade podemos observar, copiar, aprender e aplicar! A disciplina na pior das interpretações, faz com que o consenso de um grupo seja colocado em prática gerando aprendizado inconsciente 😉

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